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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Vitalius sorocabae 83 dias



Finalmente chegou o estágio 2. Após cerca de 40 dias do estágio anterior. Agora elas possuem pêlos no abdome e já podem de defender de eventuais predadores. Começaram a aparecer as primeiras mortas, o que já era de se esperar, pois sair de dentro da própria pele exige destreza e força e algumas acabam não resistindo a tal esforço. Ainda não se alimentam, o que comprova que somente na terceira muda de pele é que começarão a se alimentar. Agora são mais ativas, se movimentam bastante e constroem em conjunto uma proteção de seda. São varias camadas e elas ficam por dentro, há túneis que ligam essas camadas, permitindo a elas se deslocarem por todo o complexo de proteção. Algumas foram separadas e colocadas em contato com outros seres, como formigas e pequenas mariposas. Dentre as 10 separadas 2 foram mortas pela formiga e as outras se agruparam e rapidamente construíram um aparato de seda para se proteger. Provavelmente, de algum modo, perceberam a ação da formiga, dando a entender que há comunicação de grupo, resquícios de vida social, onde todas interagem com todas para preservação de um bem comum: a vida. Quanto a mariposa, a hipótese era: já que as aranhas se agrupam para se proteger e garantir a sobrevivência, elas poderiam muito bem se alimentar em conjunto, emboscando uma presa como fazem algumas espécies de formigas. No entanto elas apenas tocaram suas patas na mariposa mas não atacaram e nem tentaram se alimentar. Tiveram o mesmo comportamento quando em contato com a formiga. Se agruparam e se esconderam. Talvez a mariposa com o intenso batimento de asas tenha provocado um grande deslocamento de ar, fazendo com que as aranhas "pensassem" que seria um animal muito maior. Isso já foi observado em indivíduos adultos, que quando se deparavam com uma mariposa gigante que batia suas asas freneticamente, partiam em retirada. Mas depois voltavam, quando a mariposa se acalmava e acabavam devorando-a. A última experiência foi colocá-las em contato com seres proporcionais ao seu tamanho. Foram capturadas cerca de 10 moscas-da-fruta (Droshopila melanogaster). Utilizou-se uma armadilha feita de garrafa pet com banana como isca. As moscas foram aprisionadas e congeladas em congelador doméstico, para que ficassem paralisadas, mas não mortas, o que facilita a manipulação e a própria eventual captura pela aranha. As moscas foram colocadas em contato com as aranhas. Após alguns minutos elas começam a voltar do estágio de torpor ocasionado pelo congelamento, assim que começaram a bater suas asas as aranhas iriam perceber a vibração e correr para capturar. Porém, não foi o que ocorreu. As aranhas não se importaram com as moscas que levantaram voo logo depois. Portanto realmente elas não se alimentam ainda.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Lings de Vitalius sorocabae 37 dias após a eclosão





Com 37 dias após o nascimento ainda não efetuaram a primeira troca de pele. Mas creio que tal evento já deve ocorrer nos próximos dias. Elas continuam sem se alimentar, sobrevivendo apenas das reservas deixadas pelo ovo. Estão saudáveis e ainda não foi observado nenhuma morta. O comportamento delas mudou ao longo deste mês, estão mais ativas quando estimuladas e as fiandeiras já se desenvolveram por completo, também houve aumento nos pêlos corporais.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Cópula com sucesso!

Há 4 meses coloquei o macho para copular, como já descrevi em postagens anteriores, no entanto não sabia se tinha dado certo. Ontem tive a surpresa! Está aí uma belíssima ooteca, o macho morreu, foi a ultima refeição que ela fez, mas pelo menos ele conseguiu passar a diante os genes, e isso que é o barato. Alguns criadores me xingaram por eu não ter cuidado do macho, não ter separado ele após a cópula, o que foi fatal para ele, porém isso não é tão simples. E outra, foda-se. Evolução é passar genes adiante e não vida eterna. Fato.

domingo, 23 de maio de 2010

E o macho se foi

A perna dele




Quinta-feira coloquei o macho no terrário da fêmea numa tentativa de uma possível cópula. Hoje pela manhã quando acordei fui verificar como estava a situação e econtrei o que já era previsto: a fêmea estava devorando-o. Isso é praticamente inevitável, o macho fica embaixo dela para injetar o esperma utilizando seus pedipalpos, o que o torna uma presa fácil, assim que acaba a teoria, quando ele vai sair ela o devora. A cabeça dele fica bem embaixo das quelíceras dela, ele literalmente dá a vida por uma noite de amor. HAHA, tudo pela reprodução e continuidade da espécie. Infelizmente não tenho como ter certeza se ele conseguiu copular. Pode ser que sim, pelo fato de estar morto e isso ser um grande indicador, pois é o normal, ela sempre vai devorá-lo após a cópula. Por outro lado, ela pode apenas tê-lo visto como uma presa, e cumpriu seu papel de predador. Só resta esperar, tomara que em breve venha uma ooteca.